Quando falamos de problemas oculares, dois termos aparecem com frequência e muitas vezes geram confusão: pterígio e catarata. Apesar de ambos afetarem a visão em algum grau, tratam-se de condições distintas, com causas, sintomas e tratamentos totalmente diferentes.
Neste artigo, vamos explicar de forma clara e detalhada o que é cada uma dessas doenças, quais são suas diferenças e quando é necessário procurar um oftalmologista para avaliação.
O que é o pterígio?
O pterígio é uma alteração na conjuntiva, a membrana transparente que recobre a parte branca do olho (esclera) e a parte interna das pálpebras. Ele se manifesta como um crescimento de tecido fibroso e vascularizado em direção à córnea, a parte transparente do olho.
Na maioria das vezes, o pterígio começa na parte nasal do olho (próxima ao nariz) e pode crescer em direção à pupila. Em casos leves, ele é apenas um incômodo estético, mas, quando progride muito, pode afetar a visão por alterar a curvatura da córnea ou cobrir seu eixo visual.
Causas do pterígio
O desenvolvimento do pterígio está associado a alguns fatores de risco, sendo os principais:
- Exposição ao sol (raios ultravioleta): pessoas que trabalham ao ar livre, como agricultores, pescadores e pedreiros, têm risco maior.
- Ambientes com vento e poeira: irritações frequentes podem favorecer o crescimento do tecido.
- Fatores genéticos: algumas pessoas têm predisposição para desenvolver a condição.
Por isso, o pterígio é mais comum em regiões de clima quente e seco, sendo popularmente conhecido como “carne crescida” no olho.
Sintomas do pterígio
Os sintomas podem variar conforme o tamanho e a inflamação do tecido, incluindo:
- Olhos vermelhos e irritados;
- Sensação de corpo estranho (como se tivesse areia no olho);
- Ressecamento ocular;
- Alterações visuais, quando o crescimento invade a córnea.
Nos casos mais avançados, pode causar astigmatismo e até mesmo comprometer a visão se atingir a região central da córnea.
Tratamento do pterígio
Em estágios iniciais, o tratamento é conservador e inclui colírios lubrificantes e protetores oculares para reduzir os sintomas.
Quando o pterígio cresce muito, causa desconforto estético ou interfere na visão, a cirurgia é indicada. O procedimento é relativamente simples e pode ser realizado com técnicas modernas, como o uso de enxertos conjuntivais, que reduzem as chances de recidiva.
O que é a catarata?
A catarata é uma doença totalmente diferente. Trata-se da opacificação do cristalino, a lente natural do olho responsável por focalizar a luz na retina.
Com o envelhecimento ou por outros fatores, o cristalino perde sua transparência, dificultando a passagem da luz e deixando a visão turva, como se o paciente estivesse enxergando através de um vidro embaçado.
Causas da catarata
A principal causa da catarata é o envelhecimento natural. A partir dos 60 anos, a doença se torna mais comum, embora possa aparecer antes em alguns casos.
Outros fatores de risco incluem:
- Diabetes mellitus;
- Uso prolongado de corticoides;
- Traumas oculares;
- Exposição excessiva ao sol;
- Histórico familiar;
- Cirurgias oculares prévias.
Em alguns casos raros, a catarata pode ser congênita, presente já no nascimento.
Sintomas da catarata
A catarata evolui de forma lenta e progressiva. Os principais sintomas incluem:
- Visão embaçada ou nublada;
- Dificuldade para ler ou enxergar à noite;
- Aumento da sensibilidade à luz;
- Diminuição da percepção de cores;
- Troca frequente de óculos sem melhora significativa da visão.
Se não for tratada, pode levar à cegueira reversível, já que a remoção do cristalino opaco restaura a visão.
Tratamento da catarata
Ao contrário do pterígio, a catarata não é tratada com colírios nem com medicamentos. A única forma eficaz de tratamento é a cirurgia de catarata, considerada uma das mais seguras e realizadas no mundo.
O procedimento consiste na remoção do cristalino opaco e na implantação de uma lente intraocular (LIO), que substitui a função da lente natural do olho. Atualmente, as técnicas modernas permitem uma recuperação rápida e indolor, com excelentes resultados visuais.
Principais diferenças entre pterígio e catarata
Embora ambas as condições possam afetar a visão, pterígio e catarata têm diferenças marcantes em diversos aspectos.
- Localização: o pterígio afeta a superfície do olho, enquanto a catarata compromete a lente interna do olho.
- Causas: o pterígio está ligado à exposição solar e fatores ambientais; a catarata está relacionada ao envelhecimento e a doenças sistêmicas.
- Sintomas: o pterígio causa irritação, vermelhidão e, em casos avançados, distorção visual; a catarata provoca visão turva, perda da nitidez e dificuldade em ambientes com pouca luz.
- Tratamento: o pterígio pode ser controlado com colírios e, em alguns casos, exige cirurgia na superfície ocular; a catarata só é tratada de forma definitiva com cirurgia para substituir o cristalino opaco.
- Faixa etária: o pterígio pode aparecer em adultos jovens, principalmente expostos ao sol; a catarata é mais comum em pessoas acima dos 60 anos.
Quando procurar um oftalmologista?
Tanto no pterígio quanto na catarata, o diagnóstico precoce faz toda a diferença para garantir boa saúde ocular. É fundamental procurar um oftalmologista se você apresentar:
- Alterações visuais persistentes;
- Vermelhidão ou irritação ocular frequente;
- Sensibilidade excessiva à luz;
- Dificuldade para realizar atividades cotidianas devido à visão turva.
Somente um exame oftalmológico completo pode identificar a causa dos sintomas e indicar o tratamento mais adequado.
Embora muitas pessoas confundam os dois termos, pterígio e catarata são doenças diferentes, com causas, sintomas e tratamentos distintos. O pterígio é uma alteração na superfície ocular, ligada principalmente à exposição solar, enquanto a catarata afeta a lente interna do olho e está geralmente associada ao envelhecimento.
Ambas, no entanto, exigem atenção médica para evitar complicações e garantir boa qualidade de visão. Consultas regulares com o oftalmologista são essenciais para detectar qualquer problema ocular precocemente e iniciar o tratamento adequado.
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