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A catarata é a opacidade de uma lente natural que temos dentro do olho, chamada de cristalino. Apesar de, em casos raros, ser possível já nascer com catarata (congênita), geralmente é causada pelo próprio envelhecimento, principalmente após os 60 anos de idade. Outras causas de catarata são: uso de algumas medicações (principalmente a base de corticoides), trauma no olho, diabetes, inflamações e infecções. Nem sempre a diminuição da visão no idoso é por catarata. Pode ser causada por outras doenças como: tromboses na retina, isquemia do nervo óptico e degeneração macular, glaucoma e etc.

A catarata é uma doença que deixa a visão turva mesmo com óculos e é considerada a maior causa de cegueira do mundo. Além do borramento visual, a catarata também pode alterar a sensibilidade à luz, a percepção real das cores e visão duplicada. O único tratamento para a catarata é a cirurgia.

Na cirurgia de catarata, realiza-se a substituição do cristalino opacificado (catarata) por uma lente artificial – a lente intraocular (LIO). A cirurgia de catarata é realizada com anestesia tópica ou local e realiza-se os seguintes passos:

1. Pequena abertura na córnea (microincisão), que varia de 2,0 a 2,75mm;
2. Remoção da catarata, em pequenos fragmentos;
3. Implante da lente intraocular.

  • Biometria
  • Microscopia Especular de Córnea
  • OCT (Tomografia de Coerência Óptica)
  • Topografia de Córnea

A retina é uma fina camada de células que reveste a parte mais interna do olho. Ela é responsável por transformar o estímulo luminoso num estímulo neurológico que é transmitido ao nervo óptico. Por sua vez, o nervo óptico leva estas informações para o cérebro que, após seu o processamento, se transforma no que chamamos de visão. A retina ainda não pode ser transplantada ou “trocada”, por isso qualquer dano que ocorra com ela, pode ser irreversível. Doenças da retina podem ser graves e, se não tratadas a tempo, podem levar a uma cegueira irrecuperável.

Muitas doenças sistêmicas como o diabetes e a hipertensão arterial podem causar danos na retina e provocar perda de visão.

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença que afeta pessoas acima de 55 anos e está ligada ao desgaste da retina, mais especificamente da sua região central, que se chama mácula. É mais comum em pessoas da raça branca, em pessoas que tenham parentes próximos com DMRI e em fumantes.

A DMRI geralmente afeta os dois olhos, porém em épocas diferentes: é comum um olho estar em fase avançada, com perda importante da visão, e o outro estar no início do problema.

Existem duas formas de DMRI: a seca e a úmida.

A forma seca é a mais comum. A retina vai se desgastando e levando à atrofia ou perda de células da mácula. O paciente percebe diminuição central da visão, de progressão lenta.

Embora seja menos comum que a seca, a forma úmida leva a diminuição mais acentuada da visão central e pode ter início súbito. Ocorre o crescimento de pequenos vasos sanguíneos por baixo da retina, formando uma membrana vascular; como estes vasos são mais frágeis, eles causam sangramento e extravasamento de líquido para o interior da retina ou sob ela. Tem elevado risco de progressão e piora acentuada da visão.

Os cientistas ainda pesquisam as causas da DMRI, mas as recomendações atuais incluem:

1. Consumir pouca gordura e muitos vegetais e folhas verdes, como espinafre, couve, brócolis, rúcula, etc..
2. Proteger os olhos contra raios ultravioleta e usar lentes claras ou óculos de sol com proteção UV;
3. Praticar exercícios físicos regularmente;
4. Não fumar.

Com o tratamento adequado, grande número de pessoas portadoras da forma úmida da DMRI não perdem a visão; uma parte delas, inclusive, pode ter melhora visual. O tratamento é crônico e podem ser necessárias injeções seriadas de acordo com a evolução de cada pessoa. O oftalmologista faz reavaliações frequentes com ajuda de exames específicos da retina (tomografia de coerência óptica (OCT) e angiofluoresceinografia).A DMRI é uma doença muito estudada e novos tratamentos estão sendo propostos e utilizados. Para casos intermediários e avançados da forma seca da DMRI, o suplemento oral de luteína e vitaminas pode retardar a progressão da doença. A forma úmida tem de ser tratada com urgência através da aplicação (injeção) de medicação no interior do olho; ela bloqueia a substância que estimula o crescimento dos vasos sanguíneos na retina.

O descolamento de retina é a separação da retina de seu local de aderência no fundo do olho. Assim, a luz que penetra no olho não é captada e, consequentemente, os estímulos elétricos não chegam ao cérebro, o que resulta em diminuição de visão.

Os sintomas mais importantes do descolamento de retina são a perda visual central e/ou periférica súbita, como uma cortina escura, rapidamente progressiva e precedida, em dias ou semanas, por manchas escuras móveis que parecem mosquitos ou teias de aranha (moscas volantes) e sensações de brilhos ou clarões, como se fossem relâmpagos, conforme a movimentação da cabeça ou dos olhos (fotopsias).

Quando o paciente perceber subitamente esses sintomas, deve fazer um exame oftalmológico urgente, pois pode ser indício de ruptura da retina, que precede o seu descolamento. O diagnóstico precoce permite o tratamento preventivo do descolamento da retina, por meio da aplicação de raio laser.

 

As causas mais comuns de descolamento de retina são o descolamento do humor vítreo (gel que forra o interior do olho) relacionado à idade, miopia, traumatismos, inflamações oculares, diabetes mellitus e tumores intraoculares.

Casos de descolamento de retina são tratados através de cirurgia. A operação depende do tipo de descolamento, do número de rupturas da retina e de alguns outros fatores.

Geralmente, o tratamento é feito por meio de esvaziamento do líquido que descola a retina, da cauterização do local da ruptura com raio laser e da colocação de prótese de silicone sobre a parte branca dos olhos (esclera). Isto permite a maior aderência da retina com o tecido que a suporta.

Casos mais delicados são tratados com a remoção do humor vítreo (vitrectomia), aplicação de raio laser e colocação de gases especiais ou óleo de silicone no interior do olho.

Membrana epirretiniana (MER) é uma fina camada que cobre a superfície da retina. É associada a doenças do fundo do olho como inflamações, infecções, alterações dos vasos sanguíneos, etc… No entanto, grande parte dos pacientes não apresenta nenhum fator predisponente e a membrana forma-se por alterações do olho relacionadas à idade (MER idiopática).

Geralmente, a MER idiopática aparece em pessoas acima de 50 anos. A grande maioria delas não apresenta sintomas visuais. Às vezes, os pacientes referem diminuição e/ou distorção da visão e, ocasionalmente, visão dupla.

Ao exame de fundo de olho, a membrana aparece como uma fina camada de reflexo irregular na mácula (região central da retina), com enrugamento e estrias da retina além de dilatação e tortuosidade de vasos sanguíneos.

O exame complementar de maior importância para confirmar o diagnóstico da MER é a tomografia de coerência óptica (OCT). Ela permite a avaliação detalhada do contorno da fóvea (ponto central da mácula) e da espessura e do volume da mácula. Com isso, também auxilia na avaliação pré-operatória e no acompanhamento a longo prazo.

O tratamento da MER, quando indicado, é cirúrgico. Realiza-se a remoção do humor vítreo (gel que forra o interior do olho) e da MER. O uso de corantes específicos, como o azul Trypan e o azul brilhante, pode facilitar a visibilização e retirada da membrana.

A espessura retiniana decresce gradualmente após a remoção da MER, com recuperação visual parcial na maioria dos casos.

É uma das manifestações oculares do diabetes mellitus e é considerada a maior causa de cegueira na população economicamente ativa (idade de 20 a 64 anos).

Diabetes mellitus é uma doença do metabolismo em que ocorre diminuição ou ausência da produção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que regula o nível de glicose no sangue.

Pessoas diabéticas podem, com o passar dos anos, apresentar alterações nos pequenos vasos sanguíneos em decorrência dos níveis altos de glicose. Na circulação sanguínea, estas alterações afetam principalmente os olhos, rins e nervos periféricos.

Na retinopatia diabética, ocorrem lesões nos capilares da retina, causando vazamentos que levam a inchaço e hemorragias. Mais tarde, há proliferação de vasos sanguíneos no interior do olho, descolamento de retina e glaucoma. Pode levar à perda visual total e irreversível se não for tratada a tempo.

Todo diabético deve fazer exames de fundo de olho anualmente. Se for detectada a retinopatia diabética, o acompanhamento deverá ser mais próximo, conforme a intensidade da doença no olho e o quadro clínico geral do paciente.

A aplicação do raio laser na retina, chamada de fotocoagulação é a principal forma de tratamento da retinopatia diabética. Ela permite controlar a doença ocular na maioria dos casos e evitar a perda visual grave. A fotocoagulação, realizada em uma ou várias sessões, consiste em se produzir microqueimaduras na retina para cauterizar vasos sanguíneos permeáveis e evitar a proliferação de novos vasos. O procedimento pode ser realizado usando-se colírio anestésico; isto permite que o paciente possa retornar para casa sem curativo. Nos casos mais graves, podem ser necessários muitos disparos de laser numa sessão, o que provoca dor; assim, realiza-se anestesia local e o olho é ocluído, depois do tratamento, até o dia seguinte.

Os casos mais avançados de retinopatia diabética, com hemorragias maiores (vítreas) e/ou descolamento de retina, requerem tratamento cirúrgico, a vitrectomia. Consiste na remoção do humor vítreo (com o sangue, se for o caso) e reposicionamento da retina ao seu local adequado. Este procedimento permite recuperação visual parcial em determinados pacientes, especialmente os que não têm descolamento central da retina ou glaucoma secundário.

A terapia intravítrea com antiangiogênicos e corticoides é avanço recente e auxilia no tratamento de casos específicos de retinopatia diabética. Sua principal indicação é o edema macular diabético, inchaço da parte central da retina decorrente do extravazamento de plasma de vasos sanguíneos permeáveis. As aplicações de medicamentos no interior do olho, com anestesia local, permite reabsorção do liquido da mácula e melhora visual em muitas situações.

É fundamental a orientação dos portadores de retinopatia diabética em relação à expectativa visual depois do tratamento. Conforme a fase da doença, pode-se obter melhora ou estabilização visual ou mesmo evitar progressão para a cegueira irreversível.

As veias presentes na retina são responsáveis pelo transporte do sangue, que já circulou no seu interior, de volta ao coração. A veia principal é a central, presente no nervo óptico e que se ramifica por toda a retina.

A oclusão pode ocorrer na veia central da retina ou em algum de seus ramos. Quando a obstrução acontece na veia central, geralmente a visão é afetada de forma mais séria, e a recuperação vai depender da gravidade do quadro. Na oclusão do ramo venoso, o grau de acometimento depende da região afetada; quando a mácula (região central da retina) é acometida, o prejuízo da visão é prontamente notado.

Em geral, os pacientes que apresentam oclusões venosas retinianas são portadores de doenças dos vasos em todo o organismo, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, inflamações, alterações hematológicas e tromboembólicas.

É fundamental a avaliação oftalmológica detalhada destes pacientes. Exames complementares, como angiografia com fluoresceína (contraste endovenoso) e tomografia de coerência óptica, auxiliam no diagnóstico e tratamento.

Pacientes que apresentem oclusões venosas retinianas sem repercussão visual importante podem melhorar espontaneamente. Se há edema de mácula (inchaço da parte central da retina) secundário, indica-se a terapia intravítrea com antiangiogênicos ou corticoides. Eventualmente, pacientes com obstrução venosa acompanhada de falta de oxigenação e crescimento de vasos na retina requerem fotocoagulação retiniana isolada ou acompanhada de injeções intravítreas. A vitrectomia via pars plana pode ser realizada se houver comprometimento visual mais grave, com hemorragia vítrea e descolamento de retina.

É um tumor da retina, membrana sensível à luz que fica no fundo do olho. É o tumor ocular mais comum na infância e é hereditário em 10% dos casos. Atinge crianças de ambos os sexos e de todas as etnias. O retinoblastoma afeta um ou os dois olhos e é bastante agressivo, podendo ser fatal se invadir o cérebro. Algumas vezes, o tumor está associado a alterações em outras partes do organismo.

A principal alteração que o retinoblastoma provoca é o brilho claro na pupila da criança (reflexo do “olho de gato”), mais visível à luz artificial. Outras alterações que podem ser notadas pelos familiares são a diminuição da visão e o estrabismo (vesguice).

Fotos com flash podem levar à suspeita da doença quando um ou ambos os olhos não apresentam o reflexo pupilar avermelhado. Porém, nem todos os casos de ausência do reflexo são causados pelo retinoblastoma: a catarata, o glaucoma e as infecções dentro dos olhos também podem levar a isto.

O teste do reflexo vermelho (também chamado “teste do olhinho”), realizado pelos pediatras nos primeiros dias de vida da criança, é um dos exames que podem detectar logo o tumor. No entanto, como o retinoblastoma pode aparecer mais tarde, os pais também têm papel importante caso percebam qualquer alteração.

O exame oftalmológico da criança, o ultrassom e a tomografia computadorizada do olho são sempre realizados na suspeita de retinoblastoma e ajudam no diagnóstico e tratamento do tumor.

O tratamento varia de acordo com o tamanho do tumor e presença de alterações em outros locais do organismo.

1. Os tumores pequenos são tratados com aplicação de raio laser (fotocoagulação).

2. Os tumores médios requerem quimioterapia (aplicação de drogas pela veia), radioterapia (aplicação de radiação próxima ao olho) e fotocoagulação.

3. Os tumores grandes necessitam de remoção do olho (enucleação) associada, em geral, à quimioterapia e à radioterapia.

Em caso de remoção do olho, há possibilidade de implante de prótese, mediante avaliação do oftalmologista. Estas próteses, cada vez mais sofisticadas, não restituem a visão do paciente, porém melhoram o aspecto estético.

A luz que penetra no olho atravessa os meios transparentes e é captada pela retina, onde existem células especializadas (fotorreceptores) para transformar o estímulo luminoso em imagem. A imagem é então enviada ao cérebro pelo nervo óptico, onde é processada.

A região da retina que é capaz de formar a imagem de melhor qualidade chama-se mácula.

O buraco macular é a perda de tecido na região central da retina. Esta situação pode acontecer como consequência a um trauma ou a alguma inflamação do olho. Porém, na maioria das vezes, o buraco macular ocorre por alterações relacionadas à idade, sem doença prévia; é o chamado buraco macular primário.

Quando o buraco macular se estabelece, ele costuma aumentar de tamanho com o passar do tempo, com a consequente piora da visão central. Raramente o buraco fecha-se espontaneamente.

O paciente com buraco macular nota dificuldade visual central e distorção das imagens. O exame fundamental para comprovar a existência do buraco macular e avaliar seu tamanho e características, é a tomografia de coerência óptica (OCT).

O exame oftalmológico da criança, o ultrassom e a tomografia computadorizada do olho são sempre realizados na suspeita de retinoblastoma e ajudam no diagnóstico e tratamento do tumor.

O tratamento do buraco macular é cirúrgico. Consiste na retirada do humor vítreo, substância gelatinosa que preenche grande parte do espaço interno do olho, associado à remoção da membrana limitante interna (fina lamela superficial da retina) e preenchimento do espaço interno com gás. Depois da cirurgia, o paciente é orientado, em geral, a ficar com o rosto virado para baixo durante alguns dias, para o gás comprimir a mácula e facilitar o fechamento do buraco.

Quando o tempo de buraco é inferior a 6 meses e seu tamanho menor que 400 micra, a chance de fechamento e sucesso cirúrgico chega a 90% dos casos, com a consequente melhora visual. Porém, quando o buraco é grande e está presente por longo tempo, os resultados da cirurgia são limitados.

O pterígio, também chamado de “carne nos olhos” ou “carne crescida”, é uma lesão avermelhada que atinge o branco dos olhos, podendo se estender até a córnea.

Esta inflamação é benigna, não dá câncer, mas pode causar desconforto e provocar visão embaçada. Esse tipo de lesão requer tratamento e dependendo do caso, cirurgia.

o desenvolvimento do pterígio está associado à mutação da célula dos olhos, causada pela radiação solar (raios UV).

Outras causas também estão associadas a esse tipo de inflamação, como a síndrome do seco, vento e poeira, principalmente em época de clima mais seco.

O pterígio normalmente se desenvolve em pessoas de 30 a 50 anos. Isso porque trata-se de uma inflamação silenciosa e vai crescendo com o decorrer do tempo.

Apesar de poder aumentar de tamanho gradualmente, raramente cobre toda superfície dos olhos.

Geralmente não apresenta sintomas de início, mas quando há evolução do crescimento, algumas sensações podem ser notáveis, como:

  • Ardência nos olhos
  • Coceira
  • Sensação de poeira ou queimação nos olhos
  • Olho vermelho

O tratamento vai depender do tamanho do pterígio, da evolução e dos sintomas que ele apresenta.
Existem basicamente dois tipos de tratamento:

  • uso de colírio
  • cirurgia

O uso do colírio é recomendado quando a lesão causa muita irritação ou vermelhidão.
A cirurgia do pterígio é necessária apenas quando o uso do medicamento não traz alívio as dores e vermelhidão, ou quando o pterígio causa perda de visão.

Toda vez que o mundo exterior é percebido pelo olho humano, uma estrutura muito importante do globo ocular exerce papel fundamental. Podemos chamar a córnea como a “janela” do olho. Corresponde a região ocular mais anterior em forma de domo e suas fibras colágenas (estrutura anatômica microscópica), distribuiem-se perfeitamente a ponto de torná-la totalmente transparente. Além disto, precisa ser forte suficiente para proteger a região interna do olho contra traumas ou infecções, por exemplo.

Muitas situações podem ocasionar perda da função normal desta estrutura, ocasionando diminuição da transparência ou regularidade e, consequentemente, levar a baixa visão. Questões genéticas, ambientais, alérgicas, infecciosas ou mesmo disfunção na qualidade e quantidade da lágrima, estão relacionadas as principais doenças que acometem a córnea. Dentre estas, podemos citar o Ceratocone, a Síndrome do Olho Seco, as ceratites infecciosas (vírus, bactérias e outros parasitas), as distrofias corneanas (doenças genéticas), o trauma ocular, todas podendo ocasionar graves sequelas se não tratadas a tempo.

É uma doença das pálpebras caracterizada pela inflamação das margens palpebrais, provocando, na maioria das vezes, vermelhidão ocular, coceira e irritação das pálpebras, normalmente acometendo os dois olhos. É frequentemente confundida com conjuntivite, porque causa vermelhidão ocular. Alguns pacientes pensam ter olho seco devido à sensação de maior viscosidade no olho, ou sensação de areia.

A blefarite pode ser causada por acúmulo de gordura (seborreia), bactéria, reações alérgicas a maquiagem ou produtos de limpeza de lentes de contato. Pode apresenta-se associada a outros problemas dermatológicos.

  • Nos olhos: ardência, vermelhidão, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, maior sensibilidade à luz.
  • Nas pálpebras: aparência oleosa, presença de casquinhas, vermelhidão, coceira e inchaço nas bordas palpebrais.
  • Nos cílios: crostas de casquinhas ou secreção ao acordar, perda de cílios e crescimento dos cílios na direção errada.

O mais importante é a limpeza rotineira das pálpebras. Quando os sintomas estão fortes, pode-se fazer a limpeza duas ou três vezes ao dia.

Limpeza das pálpebras:

  • Uma vez por dia, na hora do banho, já com as mãos bem limpas, aplique uma gotinha de shampoo antialérgico para bebês na ponta de um dos seus dedos e gentilmente esfregue seus cílios. Sem apertar os olhos, faça uma massagem de cima para baixo nas pálpebras superiores e de baixo para cima nas pálpebras inferiores. Enxágue bem.
  • Se necessário, o oftalmologista prescreverá um gel de limpeza específico.
  • Compressas mornas sobre as pálpebras por uns 5 minutos, seguidas por uma leve massagem como a descrita acima, também trazem alívio nas fases mais agudas.

Complicações: perda de cílios, calázios de repetição e deformações das bordas palpebrais.

Conforme o aspecto das pálpebras e dos olhos e a intensidade dos sintomas, o médico poderá prescrever colírios lubrificantes, pomadas oftálmicas antibióticas, colírios com esteroides (que devem ser usados por um curto período de tempo para não causarem efeitos colaterais) e suplementos vitamínicos, como o óleo de linhaça, o qual ajuda na lubrificação dos olhos e aumenta a sensação de conforto por conter Omega-3, óleo que melhora o funcionamento de pequenas glândulas localizadas nas pálpebras.

Ceratite é qualquer inflamação na córnea, a membrana transparente do olho. Pode ser infecciosa ou não, superficial ou profunda, de ocorrência única ou múltipla.

Os sinais e sintomas da ceratite são: lacrimejamento, secreção, dor ou ardência ocular, maior sensibilidade à luz, vermelhidão ocular, vermelhidão e inchaço palpebral, diminuição da visão.

  • Micro-organismos, como bactéria, vírus ou fungo (Fig 1 a 5);
  • Trauma local superficial (Fig 6 – corpo estranho);
  • Uso indevido de lentes de contato e/ou cuidados inadequados com as mesmas;
  • Olho seco severo;
  • Fatores ambientais;
  • Reação alérgica a produtos em suspensão no ar ou a maquiagem;
  • Baixa taxa de vitamina A.

Vários tipos de ceratite são tratados em questões de dias e os sintomas desaparecem. Algumas vezes, contudo, a ceratite deixa cicatrizes profundas na córnea, afetando a qualidade visual. A falta de tratamento ou a demora em procurar o especialista pode levar a complicações, incluindo glaucoma, úlcera de córnea e até cegueira.

O tratamento deve ser seguido precisamente, para evitar complicações. Exames laboratoriais podem ser necessários para descobrir qual o agente causador e direcionar o tratamento. A opção de tratamento depende do tamanho, gravidade e tempo de evolução da doença. Após identificar o tipo de ceratite, o médico indicará o tratamento com colírios ou pomadas oftálmicas de efeito antibiótico, antifungicida ou antiviral, podendo também associar medicamentos de via oral.

O tratamento clínico é feito com antibióticos, lubrificação intensa, curativo oclusivo e/ou lente de contato terapêutica quando for bem indicado.

O tratamento cirúrgico pode ser um recobrimento conjuntival ou uma blefarorrafia (fechamento parcial das pálpebras). Devido às sequelas persistentes em alguns casos, pode ser indicado um tratamento a laser ou um transplante de córnea.

É uma ferida aberta na superfície da córnea, como uma erosão. Pode atingir somente a camada mais externa da córnea, o epitélio, mas também pode ter maior penetração até ao ponto de perfurar a córnea. É sempre um quadro emergencial em oftalmologia, requerendo disciplina do paciente no tratamento, com visitas diárias ao oftalmologista por curto período de tempo. A complicação de uma úlcera pode levar à cegueira ou à perda do olho.

A opção de tratamento depende do tamanho, gravidade e tempo de evolução da doença. Pode variar desde tratamento clínico não intervencionista com antibióticos, lubrificação intensa, curativo oclusivo e lente de contato terapêutica, a procedimentos cirúrgicos, como recobrimento conjuntival e tarsorrafia (fechamento parcial das pálpebras).

É a inflamação ou infecção da conjuntiva. A conjuntiva é a membrana transparente que envolve a esclera (a parte branca do olho) e a parte de dentro das pálpebras que ficam em contato com o olho. Vasos sanguíneos bem pequenos estão presentes na conjuntiva.

Bactéria, vírus, clamídia, reação alérgica, irritação a produto químico ou corpo estranho que atingiu o olho. Crianças podem apresentar conjuntivite por problemas no canal lacrimal.

Olhos vermelhos (como consequência da inflamação, os vasos sanguíneos conjuntivais tornam-se bem visíveis), coceira, sensação pegajosa ao piscar, lacrimejamento, secreção (com o acúmulo da secreção durante a noite, as pálpebras podem amanhecer grudadas). Por ser de fácil contágio (quando for de natureza viral), a conjuntivite geralmente é bilateral.

  • Limpe os olhos com lenços de papel, um para cada olho, e jogue-os no lixo logo após.
  • Não passe as mãos nos olhos.
  • Lave as mãos com maior frequência.
  • Mantenha suas toalhas, roupas de cama e cobertores separados para evitar com que outros membros da família sejam contaminados.
  • Jogue fora sua maquiagem para os olhos.
  • Se fizer uso de lentes de contato, suspenda o uso e descarte-as. Não coloque lentes novas até estar totalmente curado (a).
  • O médico dará atestado para afastamento da escola ou trabalho nos casos necessários.

Ao acordar, lavar gentilmente as pálpebras com soro fisiológico para remover a secreção, usando uma bolinha de algodão para um olho e outra bolinha limpa para o outro olho. Conforme os sinais encontrados ao exame oftalmológico, será decido entre colírios lubrificantes, medicação antiviral, colírios ou pomadas antibióticas. No caso de conjuntivite alérgica, o médico poderá prescrever colírios antialérgicos, esteroides ou anti-inflamatórios.

Doença não inflamatória da córnea, de origem multifatorial, na qual a baixa rigidez do colágeno corneano (principal componente que forma a córnea) permite que a área central ou paracentral assuma forma cônica (do grego: kerato significa córnea e conus, forma cônica). A córnea, tornando-se progressivamente mais fina e irregular, provoca a distorção das imagens visuais.

Visando melhorar a visão e estabilizar a doença, as opções são: óculos, lentes de contato, lentes de contato especiais, crosslinking, implante de anel intra corneano e transplante de córnea.

É um termo usado para descrever um grupo de diferentes doenças e condições que resultam na umidade e lubrificação inadequadas do olho, por baixa produção de lágrimas ou por má qualidade do filme lacrimal.

Há várias anormalidades diferentes que podem causar o olho seco, tais como diminuição da produção de lágrimas, evaporação excessiva, problemas com o piscar, etc.

  • Causas ambientais: o clima seco, ensolarado e com vento, a poluição ou a contaminação ambiental, lugares fechados, calefação, ar condicionado e uso prolongado de computador podem aumentar a evaporação e causar olho seco;
  • Problemas com as glândulas lacrimais;
  • Lesões traumáticas, inflamatórias ou malignas das glândulas lacrimais;
  • Medicamentos: certos medicamentos podem diminuir a capacidade do organismo de produzir lágrimas;
  • Disfunções hormonais: menopausa, tireoidite de Hashimoto;
  • Doenças sistêmicas, como diabetes ou artrite reumatoide;
  • Lentes de contato: o uso de lente de contato pode (por vários mecanismos) agravar ou provocar o olho seco;
  • Fatores nutricionais: desnutrição, deficiência de vitaminas A, C e B12.
  • Causas ambientais: o clima seco, ensolarado e com vento, a poluição ou a contaminação ambiental, lugares fechados, calefação, ar condicionado e uso prolongado de computador podem aumentar a evaporação e causar olho seco;
  • Problemas com as glândulas lacrimais;
  • Lesões traumáticas, inflamatórias ou malignas das glândulas lacrimais;
  • Medicamentos: certos medicamentos podem diminuir a capacidade do organismo de produzir lágrimas;
  • Disfunções hormonais: menopausa, tireoidite de Hashimoto;
  • Doenças sistêmicas, como diabetes ou artrite reumatoide;
  • Lentes de contato: o uso de lente de contato pode (por vários mecanismos) agravar ou provocar o olho seco;
  • Fatores nutricionais: desnutrição, deficiência de vitaminas A, C e B12.
  • Evite direcionar o ventilador ou ar condicionado diretamente a sua face;
  • Use óculos de sol ou de proteção em dias com muito vento;
  • Use óculos de mergulho durante a prática de esportes aquáticos;
  • Se dirigir motocicletas, use capacete com a viseira abaixada;
  • Periodicamente, descanse os olhos durante trabalhos prolongados, especialmente ao computador, fechando os olhos por uns 2 minutos, depois olhando para algo distante enquanto pisca repetidamente, e então retornando a sua atividade;
  • Evite fumaça ou ambientes enfumaçados;
  • Beber muita água.

O tratamento do olho seco depende da causa. Na maioria das vezes, as lesões são reversíveis.

  • Tratamento de doenças oculares associadas: blefarite, meibomite…
  • Tratamento de doenças sistêmicas que possam ser a causa, como reumatismo;
  • Colírios lubrificantes – são suficientes para a maioria das pessoas;
  • Gel oftálmico;
  • Oclusão dos pontos lacrimais, feita pela inserção de pequeninas tampinhas de silicone;
  • Cauterização dos pontos lacrimais;
  • Uso de lentes de contato terapêuticas;
  • Suplementação com óleo de linhaça;
  • Colírios anti-inflamatórios;
  • Antibióticos sistêmicos;
  • Transplante de glândulas salivares;
  • Luz pulsada

É uma subespecialidade na oftalmologia que estuda e trata afecções nas pálpebras, cílios e supercílios, bem como vias lacrimais e órbita. São estruturas que dão sustentação e proteção ocular, portanto, quando sofrem alterações, podem interferir  diretamente na saúde ocular e qualidade de vida do paciente. Daí a importância de serem conduzidas por profissional que compreenda detalhadamente a anatomia e funcionanento oculopalpebral.

Esta especialidade atua desde o excesso de pele sobre os olhos, bolsas de gordura, rugas na região frontal da face, até a correção do mau posicionamento palpebral (ectrópio, entrópio, ptose), dos cílios e supercílios, desobstrução de vias lacrimais e tratamento clínico ou cirúrgico de tumores orbitopalpebrais.

Assim, a plástica ocular tem como objetivo o restabelecimento do contorno palpebral, melhora da expressão do olhar e da aparência, além de ser reparadora, propondo-se a melhorar alterações de causas genéticas, causadas por traumas ou inflamações ou pelo próprio envelhecimento.

A blefaroplastia, ou cirurgia plástica das pálpebras, é uma cirurgia onde remove-se o excesso de pele e gordura nas pálpebras inferiores e superiores. Estas alterações podem provocar sensação de peso nas pálpebras, coceira, perda de campo visual, além de aspecto triste e cansado. Também pode causar dificuldade na aplicação de maquiagem nas pálpebras.

O cirurgião deve conhecer a anatomia orbitopalpebral, considerando características étnicas, de idade e sexo do paciente para oferecer o melhor resultado, respeitando as limitações individuais de cada paciente.

Pode ser realizada a partir do momento em que o excesso de pele e gordura nas pálpebras estejam provocando prejuízo visual ou insatisfação com a aparência.

A blefaroplastia é realizada com sedação (na presença de anestesista) e aplicação de anestesia local. O paciente recebe alta hospitalar no mesmo dia da cirurgia e iniciam-se os cuidados pós-operatórios em casa. É importante a aplicação de compressas frias e evitar esforço físico, devido ao risco de pequenos ressangramentos e também para amenizar o hematoma periocular, que fica mais evidente principalmente na primeira semana. O uso de colírios ou gel lubrificante ocular também pode ser indicado.

Os resultados aparecem conforme o hematoma e o inchaço diminuem.  A cicatriz geralmente é discreta devido à fina espessura da pele palpebral, podendo variar conforme características individuais.  Na pálpebra superior, a cicatriz fica escondida na dobra palpebral, e na inferior pode nem ser aparente ou ficar discretamente abaixo da linha dos cílios.

Considerando o envelhecimento natural, é importante manter cuidados como proteção solar, alimentação saudável e evitar o tabagismo, ajudando a  preservar os resultados ao longo do tempo.

É o afastamento da margem palpebral de sua posição anatômica, em contato com o olho. Assim, a porção interna da pálpebra e o olho ficam expostos à poeira, vento e sol,  impedindo a lubrificação adequada do olho. Além do aspecto irregular e inestético, o ectrópio causa irritação nos olhos, secreção, lacrimejamento, ou até lesões mais graves como úlcera de córnea.

O ectrópio geralmente acomete pessoas mais idosas, devido à flacidez palpebral, porém em situações específicas também pode acometer pacientes mais jovens.

O tratamento consiste em cirurgia para reposicionar a pálpebra, melhorando o aspecto e o seu funcionamento.

O entrópio é a rotação da borda palpebral e cílios em direção ao olho. Causa muito desconforto, pois os cílios e a pele palbebral tocam no olho, causando dor, sensação de areia, lacrimejamento e secreção e até cicatrizes.

O entrópio pode ser intermitente no início, ou seja, só ocorre quando o paciente fecha os olhos com força. Porém, com o passar do tempo, a pálpebra fica constantemente mal posicionada. Em ambos os casos o tratamento é cirúrgico e não deve ser adiado, visto que compromete muito a qualidade de vida devido à intensidade dos sintomas.

O lagoftalmo é o fechamento incompleto das pálpebras, causando exposição, ressecamento ocular crônico e até perfuração se não tratado adequadamente. Ocorre geralmente após paralisia facial periférica, devido à dificuldade em movimentar os músculos da face e consequentemente, as pálpebras.

O tratamento é cirúrgico, reposicionando a pálpebra inferior ou implantando um peso de ouro abaixo da pele da pálpebra superior, para auxiliar o fechamento palpebral.

Em casos onde ocorre trauma, perda ou atrofia do globo ocular com dor crônica, podem ser necessários enxertos ou implantes definitivos. O objetivo é manter o volume orbital e simetria da face, bem como dar suporte ao uso de próteses, posteriormente. Estas próteses assemelham-se ao olho do paciente, permitindo a reabilitação social.

Ptose palpebral significa “queda da pálpebra” superior. Pode causar problemas na aparência ou grave acometimento funcional, quando cobre a pupila. O paciente, inconscientemente, tenta compensar essa dificuldade, fazendo força para abrir os olhos, ou inclinando a cabeça para trás. A ptose pode ser unilateral ou bilateral, e a intensidade variar entre leve, moderada ou grave.

As causas são várias: fraqueza dos músculos que elevam as pálpebras, traumas, tumores ou outras doenças. Existem também doenças como o estrabismo ou inflamações nos olhos que podem simular uma ptose. Por isso, o exame oftalmológico completo é fundamental para descobrir a causa da ptose e definir a melhor técnica cirúrgica para cada caso.

O tratamento cirúrgico da ptose tem o objetivo de melhorar a função visual e a aparência. Os resultados cirúrgicos dependem da causa e intensidade da ptose e o paciente deve estar ciente dos benefícios e limitações no seu caso.

Trata-se de um procedimento seguro e eficaz para diminuir rugas faciais e espasmos. É um processo complementar a outros tratamentos realizados na região palpebral.

No caso de rugas superficiais, o procedimento é capaz de removê-las completamente. Nas profundas, há uma redução da marca, podendo até mesmo desaparecer com as aplicações seguidas. A duração do efeito terapêutico do tratamento é de aproximadamente 4 a 6 meses.

Os tumores intraoculares podem ocorrer nas crianças e nos adultos. Os mais frequentes são o retinoblastoma e o melanoma, tumores agressivos que podem ser letais se não tratados. Nas crianças, o que chama atenção dos pais, em geral, é a “pupila branca” ou “reflexo do olho de gato”.  Nos adultos, ocorre frequentemente a perda progressiva da visão.

Os tumores orbitários, mesmo quando benignos, podem projetar o olho para frente ou causar baixa visual.

O exame oftalmológico regular pode diagnosticá-los mais precocemente, facilitando o tratamento e aumentando as chances de cura.

Verrugas, “bolinhas” e  pintas são chamados de tumores. São muito comuns nas pálpebras e podem ser removidos com pequenas cirurgias. Algumas características dos tumores já indicam benignidade, podendo ser feito o acompanhamento clínico; ou malignidade, devendo ser realizada a biópsia para o diagnóstico adequado.

O ideal é que o diagnóstico seja realizado no início do aparecimento das lesões, pois o tamanho e o tipo do tumor interferem nas chances de cura. As cirurgias para remoção do tumor devem ser bem planejadas e feitas pelo especialista, preservando da melhor forma possível a anatomia e função palpebral.

As lágrimas são produzidas continuamente para lubrificar os olhos. As vias lacrimais são as estruturas que drenam a lágrima dos olhos para dentro do nariz. Quando ocorre alteração nessas estruturas, a lágrima não tem por onde ser drenada, causando sintomas de lacrimejamento, acúmulo de secreção ou infecções.

A obstrução lacrimal pode acontecer em qualquer idade. Nas crianças, geralmente é congênita, ou seja, durante o nascimento o canal lacrimal ainda não estava aberto, mas pode abrir com o crescimento ou com auxílio de massagens no local, orientadas pelo oftalmologista. Quando não houver melhora, é realizada a sondagem das vias lacrimais e com essa sonda é feita a abertura da obstrução.

No adulto as obstruções podem ser provocadas por traumas, inflamações ou tumores. O tratamento varia conforme a causa e o local da obstrução, podendo ser indicada abertura do ponto lacrimal, sondagem ou cirurgia para refazer a comunicação da lágrima no olho até a cavidade nasal.

Glaucoma pode ser definido como uma lesão do nervo óptico, de caráter progressivo, com perda de campo visual e risco de cegueira, caso não diagnosticado e tratado a tempo.

Há direta relação com a pressão intraocular (PIO), sendo que a maioria dos portadores de glaucoma apresenta PIO elevada.

O glaucoma de ângulo estreito ocasionalmente pode apresentar sintomas, como fisgada no olho, associada a olho vermelho, borramento temporário da visão e percepção de halos coloridos ao redor de luzes. Já o glaucoma de ângulo aberto, na maioria dos casos, evolui lentamente, sem que o paciente perceba. O diagnóstico precoce só é feito em exame oftalmológico preventivo.

O dano causado pelo glaucoma pode se transformar em cegueira irreversível. É por isso que a prevenção ainda é o melhor remédio: quando você diagnostica a doença precocemente, há menor o grau de lesão do nervo e maior chance de controle do glaucoma.

O oftalmologista realiza uma série de exames, todos indolores:

  • Tonometria
  • Exame do nervo óptico
  • Exame de campo visual
  • Paquimetria
  • Estereofotografia de papila

O tratamento é feito à base de colírios, podendo ser complementado com comprimidos ou terapia a laser. O objetivo é reduzir a pressão ocular. Nos casos mais avançados, é necessário realizar a cirurgia de drenagem. Para isso, é preciso apenas que seu diagnóstico seja feito em tempo adequado, para que sua ação possa ser controlada e não cause maiores problemas ao portador.

A Oftalmopediatria atua no diagnóstico de diversas doenças, como:

  • Catarata e glaucoma congênitos (que nasce com a criança);
  • Tumores, como o retinoblastoma;
  • Distúrbios que podem se manifestar ainda nos primeiros meses de vida, como toxoplasmose, obstrução das vias lacrimais ou estrabismo.
  • Erros refracionais, que são as ametropias que podem ser corrigidas com uso de óculos.

Na cirurgia de catarata, realiza-se a substituição do cristalino opacificado (catarata) por uma lente artificial – a lente intraocular (LIO). A cirurgia de catarata é realizada com anestesia tópica ou local e realiza-se os seguintes passos:

  • Pequena abertura na córnea (microincisão), que varia de 2,0 a 2,75mm;
  • Remoção da catarata, em pequenos fragmentos;
  • Implante da lente intraocular.

Em caso de suspeita de alguma alteração, deve-se procurar o oftalmologista geral ou oftalmopediatria para avaliação. Muitas vezes, estas alterações são muito leves ou difíceis de perceber. Assim, a melhor forma de prevenção é com exames periódicos.

Teste do Reflexo Vermelho, geralmente é realizado na maternidade pelo pediatra, mas também pode ser feito nas primeiras semanas de vida pelo oftalmologista, no consultório. É um teste de triagem para detectar alterações que afetam o desenvolvimento da visão do bebê, como catarata congênita, glaucoma congênito, tumores, infecções, entre outras doenças. Não substitui a primeira consulta oftalmológica, que deve ser realizada no primeiro ano de vida da criança.

Doença rara, caracteriza-se pela alteração da transparência do cristalino que impede a passagem normal de luz para o fundo do olho, ameaçando o desenvolvimento da visão e podendo levar à cegueira. Pode estar presente ao nascimento ou adquirida durante a infância. Seu tratamento é cirúrgico na maioria das vezes.

Alteração rara no desenvolvimento dos olhos que causa aumento na pressão intra-ocular, crescimento do globo ocular, diminuição da transparência da córnea e danos ao nervo óptico, comprometendo seriamente a visão. Os principais sintomas são: lacrimejamento e  intolerância à luz. Seu tratamento é cirúrgico.

É a causa mais comum de lacrimejamento persistente, acompanhado ou não de secreção, em recém-nascidos e bebês. Geralmente, resolve-se com cuidados básicos orientados pelo oftalmologista. Se persistir a obstrução, indica-se a sondagem de vias lacrimais, ou cirurgia, sob anestesia.

É possível que crianças precisem usar óculos, mesmo parecendo enxergar bem. Erros de refração (miopia, astigmatismo, hipermetropia) podem estar presentes já nos primeiros meses de vida e interferem no desenvolvimento da visão. A consulta periódica ao oftalmologista é essencial para a detecção precoce e para o tratamento de problemas de visão que nem sempre conseguem ser percebidos por pais e responsáveis.

Estrabismo é o nome dado a qualquer desalinhamento dos olhos. Pode estar sempre aparente, ou ser observado apenas em alguns momentos (intermitente), e tem causas variadas. Deve ser avaliado sem demora, sob risco de comprometimento da visão.  O tratamento tem diversas alternativas, incluindo uso de óculos, oclusão, cirurgia, aplicação de toxina botulínica e exercícios ortópticos.

Comumente chamada de “olho preguiçoso”, caracteriza-se pelo desenvolvimento inadequado da visão de um ou de ambos os olhos. Tem diversas causas, como: estrabismo, ptose palpebral (“pálpebra caída”), catarata congênita, erros de refração, alterações na córnea, entre outras. Quanto mais cedo for diagnosticada, melhor será o resultado do tratamento.

Podem ser usadas medicações como antibióticos, na forma de colírios ou de medicações de uso oral.

Inflamação na superfície ocular causada por alérgenos, como poeira e ácaros. A reação alérgica provoca sintomas irritativos: coceira, inchaço ao redor dos olhos, lacrimejamento, ardência, vermelhidão e acúmulo de secreção. Se persistente e grave, pode afetar a visão. Trata-se com colírios e com medicamentos antialérgicos.

Astigmatismo é uma imperfeição comum, leve e facilmente tratável na curvatura do olho. A córnea ideal tem uma superfície simetricamente curva. O astigmatismo é causado por uma córnea que não é simétrica.

O sintoma mais comum do astigmatismo é a visão borrada ou dupla. Se a visão está apenas um pouco afetada, é possível que não tenha nada de errado. Astigmatismo mais significativo pode causar distorções visíveis.

O objetivo do tratamento de astigmatismo é melhorar a visão do paciente ou operar a córnea desigual. Os tratamentos incluem óculos, lentes de contato gelatinosa tórica e lente rígida, anel intra estromal (anel de ferrara para casos de ceratocone), cirurgia refrativa, e cirurgia de catarata com implante de lente intra-ocular tórica.

Blefarite é uma inflamação comum que afeta as pálpebras, normalmente na região onde crescem os cílios, fazendo com que elas cocem, fiquem vermelhas e irritadas. Frequentemente a blefarite é uma doença recorrente, que acontece em todas as idades e pode ser desconfortável, mas não causa danos permanentes à visão.

  • Lacrimejamento
  • Vermelhidão nos olhos
  • Sensação de areia ou queimação dentro dos olhos
  • Pálpebras que parecem oleosas
  • Pálpebras vermelhas e inchadas
  • Piscadas mais frequentes
  • Sensibilidade à luz
  • Cílios grudados uns aos outros ao acordar
  • Descamação da pele ao redor dos olhos
  • Aderência na pálpebra
  • Cílios crescendo de forma anormal (em várias direções)
  • Perda dos cílios.

Blefarite é uma inflamação comum que afeta as pálpebras, normalmente na região onde crescem os cílios, fazendo com que elas cocem, fiquem vermelhas e irritadas. Frequentemente a blefarite é uma doença recorrente, que acontece em todas as idades e pode ser desconfortável, mas não causa danos permanentes à visão.

A catarata é uma opacidade na lente natural do olho que deixa a visão nublada. A maioria das cataratas se desenvolve lentamente e não perturba a sua visão desde o início. Mas com o tempo, a catarata acabará por interferir na visão.

  • Visão nublada, confusa ou nebulosa
  • Visão com brilho de lâmpadas ou do sol
  • Dificuldade de dirigir à noite devido ao brilho dos faróis
  • Mudanças frequentes na prescrição de óculos
  • Visão dupla
  • Melhoria da visão de perto que, em seguida, fica pior
  • Dificuldade em fazer as atividades diárias por causa de problemas de visão.

A cirurgia é o único método eficaz para tratar a perda de visão causada pela catarata. A cirurgia de catarata é um procedimento comum que envolve a remoção da lente turva do olho. A lente pode ser substituída por uma lente artificial, chamada implante de lente intraocular (LIO). Por vezes, uma LIO não é usada, e óculos ou lentes de contato podem compensar.

O ceratocone é uma condição caracterizada pela deformação progressiva da curvatura da córnea, provocando nela um afinamento em forma de cone. A córnea é uma estrutura transparente que reveste a parte anterior do olho.

No estágio inicial, os sintomas do ceratocone podem incluir:

  • Desfoque leve da visão
  • Visão levemente distorcida, onde as linhas retas parecem dobradas ou onduladas
  • Aumento da sensibilidade à luz (fotofobia).

Nos estágios mais avançados, os sintomas do ceratocone geralmente incluem:

  • Visão muito embaçada e distorcida
  • Aumento ou aparecimento de miopia e astigmatismo
  • A piora da visão é tanta que nem com lentes de contato ou óculos a visão melhora.

O tratamento para o ceratocone depende da gravidade e rapidez com que a condição progride. Contudo, as opções de tratamento para a doença têm mudado significativamente nas duas últimas décadas. O principal objetivo do tratamento é impedir que a doença piore e proporcionar a reabilitação da visão.

Conjuntivite é a inflamação da membrana externa do globo ocular (o branco dos olhos) e no interior das pálpebras. Os principais sintomas da conjuntivite são vermelhidão nos olhos, coceira e olhos lacrimejantes; e, em geral, ataca os dois olhos, dura até 15 dias e não costuma deixar sequelas.

  • Vermelhidão nos olhos
  • Olhos lacrimejantes
  • Pálpebras inchadas
  • Secreção purulenta (conjuntivite bacteriana)
  • Sensação de areia ou de ciscos nos olhos
  • Secreção esbranquiçada (conjuntivite viral)
  • Coceira
  • Fotofobia (dor ao olhar para a luz)
  • Visão borrada
  • Pálpebras grudadas ao acordar

O que deve ser feito são as compressas com água filtrada gelada, porque a temperatura fria ajuda a diminuir a inflamação local. A melhor coisa a se usar é a água filtrada pois a mesma não vai irritar a pele.

No entanto,  métodos caseiros, na maioria das vezes, não são eficazes.

Procure um médico, ele vai te dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Degeneração Macular Relacionada à Idade é uma doença degenerativa que envolve a parte mais central da retina humana, responsável pela nossa visão de nitidez e chamada de mácula. Trata-se de uma doença no qual o principal fator de risco é a idade. A doença aparece principalmente após os 60 anos. Pacientes com histórico familiar positivo apresentam maior risco de desenvolverem DMRI. Pessoas com pele e olhos claros, fatores ambientais como cigarro, exposição ao sol e alimentação com alta ingestão de gorduras saturadas podem ajudar no aparecimento da doença, e são considerados fatores de risco.

  • Perda visual progressiva
  • Turvação e distorções visuais que envolvem predominantemente a visão central
  • Visão com linhas onduladas e distorcidas
  • Redução na intensidade ou brilho das cores
  • Dificuldade em reconhecer rostos.

Consulte um oftalmologista especializado em retina se:

  • Você percebe mudanças na sua visão central
  • Sua capacidade de ver cores e detalhes finos torna-se prejudicada.

DMRI seca:
Para os pacientes com a DMRI seca dá-se ênfase ao aporte nutricional feito pelo uso de complexos multi vitamínicos específicos, o aconselhamento em relação aos hábitos alimentares e orientação quanto à exposição solar.

DMRI úmida:
Para aqueles indivíduos com a forma exsudativa, existem os medicamentos chamados de anti angiogênicos. São medicamentos que ajudam a secar os vasos sanguíneos mal formados que foram gerados embaixo da retina e que, progressivamente, danificam a visão.

O glaucoma é uma doença ocular caracterizada por alteração do nervo óptico que leva a um dano irreversível das fibras nervosas e, consequentemente, perda de campo visual. Essa lesão pode ser causada por um aumento da pressão ocular ou uma alteração do fluxo sanguíneo na cabeça do nervo óptico.

Os sintomas podem variar de acordo com o tipo de Glaucoma que o paciente tem, na suspeita dessa condição procure seu oftalmologista.

  • Perda gradual da visão periférica lateral;
  • Dor grave e súbita em um olho;
  • Visão diminuída ou embaçada;
  • Náusea e vômito;
  • Olhos vermelhos;
  • Olhos de aparência inchada;
  • Sensibilidade à luz;
  • Lacrimação;
  • Nebulosidade na parte frontal do olho;
  • Aumento de um olho ou de ambos os olhos.

O objetivo do tratamento é reduzir a pressão ocular. Dependendo do tipo de glaucoma, isso pode ser feito por meio de medicamentos, colírios ou até mesmo cirurgia.

A hipermetropia, popularmente conhecida como dificuldade de enxergar de perto, é um problema de refração comum, em que a imagem nos olhos se forma depois da retina e não exatamente sobre ela, o que dificulta a capacidade do cérebro de processar a imagem corretamente.

O principal sintoma da hipermetropia é justamente sua maior característica: a dificuldade de se enxergar de perto.

Entretanto pessoas com hipermetropia mais grave podem apresentar:

  • Embaçamento da visão tanto para longe quanto para perto
  • Dores de cabeça
  • Dores na região dos olhos
  • Ardor
  • Náuseas.

A hipermetropia pode ser tratada com o uso de lentes refrativas (óculos e lentes de contato) ou com a cirurgia refrativa.

A miopia é uma condição comum em que a pessoa vê objetos próximos com clareza, mas objetos mais distantes são borrados. Ela pode se desenvolver gradualmente ou rapidamente, muitas vezes piora durante a infância e adolescência. A miopia tende a afetar membros da mesma família.

Os sintomas de miopia podem incluir:

  • Visão embaçada quando se olha para objetos distantes
  • A necessidade de apertar os olhos ou parcialmente fechar as pálpebras para ver claramente
  • Dores de cabeça causadas por fadiga ocular excessiva
  • Dificuldade ao dirigir um veículo, especialmente à noite.

O objetivo do tratamento da miopia é ajudar a focar a luz corretamente na retina através do uso de lentes corretivas ou cirurgia refrativa.

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